Acabei agora a corrida do 1.º de Maio e posso dizer que correu dentro do previsto.
Tenho andado a lidar com uma pequena lesão – fascite plantar – que, apesar de não afetar muito diretamente a corrida, tem pesado bastante na motivação para treinar. Por isso mesmo, hoje não vinha com grandes expectativas nem com o objetivo de fazer uma prova particularmente competitiva.
Ainda assim, como já é habitual, a participação foi grande, perto de 900 participantes. Esta prova já é praticamente uma clássica para mim. A última vez que estive cá foi em 2023, portanto já passaram dois anos.
Desde o início de 2026 que, mesmo quando pensei em inscrever-me, nunca tive como objetivo fazer um ritmo agressivo. Ao contrário de outras provas, como a dos Sinos, onde fui mais focado em tempo, aqui a ideia era gerir e correr com cabeça.
Comecei de forma tranquila, sem exageros, até para proteger o pé. Fui-me posicionando mais ou menos a meio do pelotão e aumentando o ritmo gradualmente.
- Passei a barreira dos 5:00/km de forma controlada
- Na descida da Avenida da Liberdade, a zona mais rápida, acelerei para cerca de 4:45/km
- Esse era mais ou menos o ritmo que tinha em mente
Claro que a prova não facilita. Depois de contornar o Terreiro do Paço e entrar na subida da Almirante Reis, tudo muda. É uma parte exigente, que “cobra” aquilo que se ganha na descida.
E cobrou mesmo.
A subida fez-se sentir, como era esperado. Vinha com o embalo da descida, mas ali é sempre um teste, físico e mental. Ainda assim, consegui manter tudo sob controlo.
Terminei com 1h12, exatamente dentro do que tinha previsto.

A temperatura estava um pouco elevada e a partida acabou por atrasar ligeiramente, provavelmente por questões de organização e controlo de trânsito, algo compreensível numa prova com este percurso.
Foi uma prova bem gerida, sem excessos, respeitando o momento físico atual. E isso, nesta fase, vale tanto quanto um recorde pessoal.
Fica aqui o registo no Strava
Agora é recuperar… porque para a semana há mais.
Um abraço e boas corridas!




