
Estive hoje presente em mais uma edição da Corrida de Santo António e, no geral, correu tudo dentro do previsto.
A semana que antecedeu a prova não foi a ideal. Passei vários dias engripado e, apesar de já estar em recuperação, ainda não me sentia a 100% no dia da corrida. Mesmo assim, fui para a linha de partida com vontade de testar o estado da forma e aproveitar o ambiente sempre especial desta prova.
O grande ponto positivo que destaco este ano é o novo horário. A partida aconteceu às 8h30 e, na minha opinião, provas realizadas nesta altura do ano deviam arrancar sempre a esta hora ou até um pouco mais cedo. As temperaturas são mais agradáveis e as condições para correr são claramente melhores.
A participação também foi impressionante. Segundo a organização, estiveram presentes cerca de 7.000 participantes. Demonstra bem a dimensão e a popularidade crescente do evento.

Quanto à minha prova, se tivesse tido uma semana normal em termos de saúde e preparação, o objetivo seria naturalmente atacar o sub-45. Arranquei com essa ideia na cabeça, mas também sabia que dificilmente teria combustível suficiente para manter esse ritmo até ao fim.
Os primeiros quilómetros correram bem e passei a marca dos 5 km abaixo dos 4:30/km. No entanto, por volta dos 7K, senti exatamente aquilo que já esperava: o depósito começou a ficar vazio. A partir daí foi altura de mudar de estratégia, estabilizar o ritmo e entrar em velocidade de cruzeiro.
O objetivo passou a ser terminar da forma mais forte possível, mas sem entrar em excessos que pudessem comprometer a recuperação. Acabei por cortar a meta em 46m20s, um resultado perfeitamente aceitável tendo em conta as circunstâncias.
No final, houve ainda direito ao habitual abastecimento pós-prova. Recebemos o tradicional manjerico com uma quadra popular e um bom saco com alguns produtos, incluindo frutos secos, uma banana, um sumo e mais algumas ofertas dos patrocinadores.
Agora é tempo de recuperar. Vou fazer alguns dias de descanso, provavelmente sem correr, para garantir que a recuperação fica concluída. Depois, em julho, será altura de voltar ao trabalho com foco nos grandes objetivos da segunda metade do ano: as maratonas de outubro e novembro.
Um abraço e boas corridas!





